Dos filmes que assistí...

15/11/2004 10:14
"Somos a pornogeneração de atores: por que escandalizar-se?", declarou Tiffany Limos, a jovem protagonista do filme Ken Park de Larry Clark (o mesmo diretor de Kids) e Ed Lachman."A moda sempre instrumentaliza a nudez. Por que isso não pode acontecer em um filme de jovens?", perguntou Tiffany, que participa no filme de uma cena de orgia demasiadamente explícita.
Para Clark e Lachman, Ken Park não poderia ser feito sem todas as cenas de sexo e violência que contém. "Pensamos justamente em fazer um filme explícito, realista e não de ficção", comentaram.
Não é a primeira vez que Clark, nascido em Oklahoma, em 1943, e que antes de ser diretor de cinema foi fotógrafo de culto nos anos 60 do século 20, faz um filme escandaloso. Ele dirigiu Kids, em 1995, no qual um grupo de adolescentes fazem sexo e perdem a virgindade sem usar preservativos, em plena era aids.
Ken Park é um filme que Clark queria fazer desde 1994, mas que não pôde realizar naquele momento "porque já naquela época eu queria chegar ao fundo, sem autocensura nem compromissos".
O filme é uma co-produção entre Estados Unidos, Holanda e França e foi vendido para a África do Sul, Portugal, Escandinávia e Tailândia, mas será difícil chegar à Itália e aos Estados Unidos, já que Clark garante que não aceitará cortes. Para Clark, seu filme não é pessimista, pelo contrário: "há um enfoque otimista desta juventude cujo único problema é acertar as contas com sua própria família".
Mas, o filme tampouco julga os adultos: "Os pais do filme não são simplemente maus, são também humanos. Eu critico neles a maneira de superar suas frustrações", e citou a cena mais dura, em que um pai machista masturba seu filho a quem acusa de efeminado".


"Eu não sei Ken Park, agora Ken vomitou fui eu."

enviada por alyssa






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